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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

São Justino de Roma.


II APOLOGIA.
São Justino de Roma.

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Não há nenhum indício convincente de que se trata, de fato, de uma segunda Apologia. Ao contrário, tudo indica que há uma única Apologia em duas partes. Repare-se que a 11 Ap. começa diretamente sem cabeçalho, sem destinatário, aludindo ao fato relativamente recente que deve ter impressionado seu autor. Não é, portanto, escrito independente da I Ap. Prescindindo da menção de Eusébio de Cesaréia sobre as duas Apologias, os críticos consideram com unanimidade que a chamada "11 Apologia" é mero apêndice ou complemento da primeira. Por seu conteúdo, mais se evidencia que não representa senão ampliação de temas tratados já na I Ap.

Quanto à data de composição, detém-se na menção de Lólio Úrbico, prefeito de Roma de 144 a 160. Mais exatamente os peritos a datam de 155 a 160.

A ocasião que motivou a 11 Ap. seria praticamente a mesma da I Ap.: cristãos iam à morte, procuravam o martírio. Daí o dito comum: "Matai-vos uns aos outros, e ide de uma vez para o vosso Deus, e não nos incomodeis mais". O que intriga, particularmente, Justino é o que está na 11 Ap. 2,16, isto é, um julgamento tão contra a razão: "Por que motivo condenaste à morte um homem que ninguém provou ser adúltero, ou fornicador, ou assas- sino, ou ladrão, ou salteador, ou, por fim, ré de algum crime, mas que apenas confessou levar o nome de cristão? Úrbico, não estás julgando de modo conveniente ao impe- rador Pio, nem ao filho de César, amigo do saber, nem ao sacro Senado".

À objeção: "Se confessam a Deus porque não os socorre e os livra da morte?", Justino não é feliz na resposta. Deus entregou o mundo à administração dos anjos. Estes se uniram às mulheres e geraram filhos que são os demônios, causa de todos os males da humanidade" (11 Ap. 4).

Repete idéia sobre a) o nome de Deus; b) a encarnação do Filho de Deus cuja finalidade é a salvaçãop dos crentes e a destruição dos demônios; c) delação da conflagração universal por causa dos cristãos (6,1). Se os demônios procuram prejudicar os homens bons estóicos, mais ainda aos cristãos que possuem o Verbo por inteiro (7,1-9).
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São Justino de Roma (100-160).




São Justino de Roma (100-160).


I Apologia - Sobre a Obra 
Por Roque Frangiotti
Fonte: Padres Apostólicos,
Volume III, Col. Patrística. Ed. Paulus
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Data de Composição

A data da composição desta obra pode ser deduzida de alguns dados internos. O primeiro está emana própria dedicatória: ela é dirigida "Ao imperador Tito Élio Adriano Antonino Pio César Augusto, ao seu filho Veríssimo, filósofo, a Lúcio, filho natural do César Augusto, ao seu filho adotivo de Pio, amante do saber, ao sacro Senado e a todo o povo romano". Ora, estes imperadores reinaram do ano 147 ao ano 161. A Apologia deve ter sido escrita ao longo destes 15 anos. Segundo, no capítulo 46,1, Justino menciona que uma das objeções contra a doutrina cristã era a de "dizermos que Cristo nasceu somente há cento e cinqüenta anos sob Quirino e ensinou sua doutrina mais tarde, no tempo de Pôncio Pilotos". Embora se deva tomar o ano cento e cinqüenta como um arredondamento, pode-se pensar que a redação da I Apologia não se deu antes desta data. Finalmente, no capítulo 29,2-3, Justino menciona o caso de um jovem cristão que recorreu ao prefeito Félix de Alexandria, suplicando-lhe interceder junto ao governador da província uma licença para se castrar. Ora, os especialistas identificam o prefeito Félix como Minúcio Félix, o qual reinou em Alexandria do ano 148 a 154. A I Apologia, portanto, deve ter sido escrita por volta de 155.

Estrutura e conteúdo da obra



A I Ap. está assentada numa estrutura ternária. Os caps. 1-3 formam uma introdução. Nela Justino dirige-se ao imperador Antonino Pio e a seus filhos para pleitear a defesa dos cristãos. Roga ao imperador que assuma pessoalmente a análise das acusações que se fazem com freqüência contra os cristãos e julgue imparcialmente, sem preconceitos, isto é, não se deixe levar pelo vozerio da plebe.
Os caps. 4-12 formam uma parte substancial da 1 Ap. Nela Justino condena a atitude oficial a respeito dos cristãos. Critica o procedimento judicial seguido regularmente pelo governo contra os cristãos e as falsas acusações lançadas contra eles. Protesta contra a absurda atuação das autoridades que castigam pelo simples fato de alguém reconhecer-se cristão. Para Justino, o nome "cristão" é igual ao de "filósofo". Não prova nem culpa nem inocência de alguém. Estranha maneira esta de condenar alguém somente pelo fato de se chamar "cristão". Geralmente é por um crime cometido que se condena alguém, não por causa do nome. Aqui, o nome é crime. Mas porque, se este nome não está unido a nenhum ato desleal? Ao contrário, Justino demonstra que as esperanças escatológicas, o medo da condenação eterna fazem com que os cristãos sejam leais, respeitosos, cidadãos exemplares, exceto no culto aos ídolos. Castiga-se, assim, condenasse só pelo nome, pois basta alguém negar ser cristão para ser libertado, basta confessá-lo para ser condenado. Os crimes dos quais se acusam os cristãos são, portanto, calúnias. Estes, de fato, não são ateus. Negam adoração aos deuses do império porque julgam este ato ridículo. Os cristãos não oferecem a Deus culto material porque o culto agradável é a imitação de suas virtudes.
A defesa dos cristãos não era, contudo, o único fim da Apologia. A melhor defesa é expor a verdade. Justino mostra confiança no poder da verdade. O melhor meio de refutar é, portanto, expor publicamente a verdade da doutrina cristã. Tenta, assim, construir uma justificação da religião cristã. Apresenta com detalhes a doutrina, o batismo e a eucaristia, seus fundamentos históricos e as razões para abraçá-la. E então que Justino recorre à noção de Gogos para explicar que Cristo é o primogênito de Deus, o Logos do qual todo o gênero humano compartilha: todos os que vivem em conformidade ao Logos são cristãos, mesmo quando são considerados ateus (1 Ap. 64,2-3).


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domingo, 15 de janeiro de 2012

São Clemente de Roma (Papa de 90-101).


Primeira Carta aos Coríntios.
São Clemente de Roma (Papa de 90-101).
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PRIMEIRA CARTA DE SÃO CLEMENTE AOS CORÍNTIOS.

Esta carta, escrita pelo papa Clemente de Roma, ainda no séc. I dc, trata de assuntos muito importantes e foi considerada como canônica por algumas Igrejas até o séc. IV, tamanha a reverência a ela tributada. Eusébio a chamou de "magistral e simultaneamente admirável" (Hist.Ecl., III, 16).

O presente documento está dividido em 65 capítulos, provenientes do Codex Alexandrinus (cap. 1 à 58), do séc. V, e complementado com o manuscrito de Jerusalém, descoberto em 1875. Hoje, porém, a autênticidade dos 65 capítulos não são mais postos em dúvida.

Clemente escreveu esta carta à comunidade de Corinto porque nela alguns agitadores haviam voltado os fiéis contra os presbíteros legitimamente nomeados. A confusão tinha chegado a tal ponto que esses pastores haviam sido destituídos de seus cargos pelos próprios leigos (fato único na história da Igreja cristã!). Clemente intervém naquela comunidade e prega a paz e o respeito à hierarquia. Sabemos por Dionísio, bispo de Corinto, em 170, que Clemente conseguiu atingir seu objetivo.

Essa foi primeira interferência de Roma numa outra comunidade (importante para o estabelecimento da primazia do bispo romano); Clemente também nos informa que, além de Pedro ter estado em Roma, ali foi martirizado junto com Paulo, que chegou a pregar o Evangelho até os confins da terra, isto é, a Espanha. Fora isso, fala sobre o conceito de Deus, a santificação e a constituição da Igreja.

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sábado, 14 de janeiro de 2012

Policarpo de Esmirna (70-155 ).


Epístolas aos Filipenses.
Policarpo de Esmirna (70-155 ).
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Policarpo de Esmirna (70 -155) foi um bispo de Esmirna (atualmente na Turquia) no segundo século. Morreu como um mártir, vítima da perseguição romana, aos 87 anos. É reconhecido como santo tanto pela Igreja Católica Apostólica Romana quanto pelas Igrejas Ortodoxas Orientais.

O santo deste dia é um dos grandes Padres Apostólicos, ou seja, pertencia ao número daqueles que conviveram com os primeiros apóstolos e serviram de elo entre a Igreja primitiva e a Igreja do mundo greco-romano.

São Policarpo foi ordenado bispo de Esmirna pelo próprio São João, o Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel à ortodoxia da fé, era respeitado por todos no Oriente.

Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pápias de Hierápolis (séc. I).



Fragmentos de Pápias de Hierápolis.
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FRAGMENTOS DE PÁPIAS DE HIERÁPOLIS

Biografia de Pápias de Hierápolis

Por Roque Frangiotti e Carlos Martins Nabeto

Estamos frente a "uma das personagens mais misteriosa da antiguidade cristã. Pouquíssimo sabemos sobre ele, e as poucas notícias que temos dão lugar, por parte dos historiadores, à discussões intermináveis".

Pápias viveu, aproximadamente, entre os anos 70 a 140 d.C. Segundo os testemunhos que se têm, era bispo de Hierápolis, na Frigia, atual Pambukcallesi turca. Foi contemporâneo e amigo de Inácio de Antioquia e de Policarpo de Esmirna. Segundo Ireneu de Lião, teria sido discípulo do apóstolo João. Conforme Eusébio de Cesaréia, Pápias fora discípulo do "outro João", o "presbítero" e não do apóstolo João (HE, III, 39,15ss).

Eusébio o considerava "homem de inteligência escassa, como demonstram suas obras". Seus fragmentos mencionam apenas os evangelhos de Marcos e Mateus, deixando de lado Lucas, João e as cartas de Paulo. São Jerônimo atribui-lhe uma única obra chamada "Exposição dos Oráculos do Senhor", composta de cinco volumes; escrita em torno do ano 130, essa obra traz uma coleção de sentenças e atos de Jesus e seus discípulos, baseados na tradição oral dos apóstolos e discípulos.

Jerônimo, no De viris Illustribus 18, diz que "Pá pias, discípulo de João, bispo de Herápolis, na Asia, não escreveu senão cinco volumes, que intitulou Explicações dos discursos do Senhor. Afirma, no prefácio, que não segue variedade de opiniões, mas procura a verdade na tradição oral vinda dos apóstolos e discípulos do Senhor, preferindo-a aos livros, pois é "palavra viva e permanente".

De sua obra, restam alguns fragmentos (vários deles conservados por outros escritores) que tratam, entre outras coisas, da origem dos evangelhos de Marcos e Mateus, do milenarismo, etc. Porém, o que chama mais atenção, é que Pápias foi o primeiro a afirmar que Jesus não tinha irmãos carnais: estes seriam filhos de outra Maria. Esse testemunho é muito importante para os nossos dias, onde cristãos protestantes ensinam que Maria teve outros filhos, contradizendo a doutrina católica e ortodoxa.


Apresentamos, a seguir, os fragmentos que restaram de sua obra:


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* Fragmentos citados por Eusébio - Hist.Ecl. III,39,1-17
* Fragmentos citados por Ireneu - Adv.Haer. V,33,1-5
* Fragmentos diversos - Outras fontes de citação

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FRAGMENTOS DE PÁPIAS
Parte I - cf. Hist.Ecl. III,39,1-17.

Fragmentos Citados por Eusébio de Cesaréia (Hist.Ecl. III,39,1-17)

· obs.: as palavras de Pápias estão em itálico.

Cinco são o número de escritos que levam o nome de Pápias, entitulados "Exposição dos Oráculos do Senhor". Ireneu também menciona essas obras como as únicas escritas por Pápias, dizendo: "Isso também atestou por escrito Pápias, discípulo de João e companheiro de Policarpo, homem antigo, em seu quarto livro, pois ele redigiu cinco livros."
Este é o testemunho de Ireneu.

Na verdade, já na introdução de seus discursos, Pápias não afirma ter sido ouvinte dos santos apóstolos ou tê-los conhecido pessoalmente. Contudo, ele ensina, com as expressões usadas, ter recebido a fé daqueles que foram íntimos dos próprios apóstolos:

"Para ti, não hesitarei em acrescentar às minhas explicações aquilo que outrora ouvi muito bem dos presbíteros, cuja lembrança guardei muito bem, estando seguro de sua verdade. Realmente, não me comprazia - como faz a maioria - com os que falam muito, mas com os que ensinam a verdade. Também não me comprazia com os que recordam mandamentos alheios, mas com os que recordam os mandamentos dados pelos Senhor à fé, nascidos da própria verdade. Se, por acaso, acontecia de chegar algum dos que tinham seguido os presbíteros, eu me informava sobre a palavra dos presbíteros, isto é, o que tinham dito André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus ou outro discípulo do Senhor. E também o que falam Aristão e João, o presbítero, discípulos do Senhor. Eu não achava que as coisas conhecidas pelos livros pudessem me auxiliar tanto quanto as coisas ouvidas através da palavra viva e permanente".

Vale a pena observar que Pápias menciona duas vezes o nome de João. Primeiramente, relaciona-o juntamente com Pedro, Tiago, Mateus e os demais apóstolos, indicando claramente o evangelista. Porém, o segundo João - após cortar a frase - é colocado à parte, alheio ao número dos apóstolos, antepondo a este Aristão, e lhe dá, claramente, o título de presbítero. Dessa forma, também por esse testemunho, se comprova a realidade histórica dos que contam que houve na Ásia duas pessoas com o nome de João e que, em Éfeso, havia duas sepulturas que, ainda hoje, são atribuídas a João. É preciso se atentar para esses fatos, pois é verossímil que o segundo - se este não for o primeiro - foi aquele que viu a revelação transmitida sob o nome de João.

Pápias, de quem já falamos, reconhece ter recebido as palavras dos apóstolos diretamente daqueles que os seguiram; por outro lado, diz ter sido ouvinte pessoal de Aristão e João, o presbítero. De fato, ele freqüentemente os menciona pelos nomes em seus escritos, transmitindo a tradição deles.

Não é inútil dizer tais coisas. Vale a pena acrescentar outros relatos às já citadas palavras de Pápias, onde narra outros casos extraordinários, informando que chegaram até ele pela tradição:

Já falamos anteriormente sobre a estada do apóstolo Filipe em Hierápolis, juntamente com suas filhas. Notemos, agora, como Pápias, que viveu nessa época, cita ter recebido das filhas de Filipe o relato de uma história maravilhosa. Conta ele que, em seu tempo, ocorreu a ressurreição de um morto. Além disso, outro prodígio aconteceu com Justo, cognominado Barsabás: conta-se que teria bebido veneno mortífero e, por graça do Senhor, nada sofreu. Conta-se, segundo o livro dos Atos, que essa mesma pessoa foi colocada pelos santos apóstolos junto com Matias, depois da ascensão do Salvador, quando [os apóstolos] oraram para que a sorte completasse o número deles, substituindo Judas, o traidor: 'E eles colocaram dois homens, José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias; e oraram dizendo...'.

O próprio Pápias acrescenta outras coisas que teriam chegado até ele através da tradição oral, além de certas parábolas e ensinamentos estranhos do Salvador, além de outras coisas de natureza mais fabulosa.

Entre essas coisas, diz que um milênio se estabelecerá após a ressurreição dos mortos e, a seguir, o reino de Cristo se fixará fisicamente na nossa terra. Creio que essa sua opinião é fruto de uma má interpretação dos ensinamentos dos apóstolos, de forma que ele não compreendeu as coisas que diziam de maneira figurada e simbólica. A verdade é que, pelo que se pode deduzir de seus próprios discursos, Pápias parece ser homem de inteligência curta. Assim, ele é o culpado de vários escritores da Igreja que lhe sucederam terem adotado sua opinião, por confiarem em sua antiguidade. Foi isso que aconteceu com Ireneu e outros que pensavam igual a ele.

Pápias também transmite em sua obra outras explicações para os discursos do Senhor, segundo o que ouviu do citado Aristão e das tradições de João, o presbítero. Remetemos à essas obras todos aqueles que têm interesse em conhecê-las.

Contudo, achamos necessário acrescentar ao que já dissemos sobre Pápias, o que a tradição expõe sobre Marcos, que escreveu o evangelho. Assim se expressou:

"O presbítero também dizia o seguinte: 'Marcos, intérprete de Pedro, fielmente escreveu - embora de forma desordenada - tudo o que recordava sobre as palavras e atos do Senhor. De fato, ele não tinha escutado o Senhor, nem o seguido. Mas, como já dissemos, mais tarde seguiu a Pedro, que o instruía conforme o necessário, mas não compondo um relato ordenado das sentenças do Senhor. Portanto, Marcos em momento algum errou ao escrever as coisas conforme recordava. Sua preocupação era apenas uma: não omitir nada do que havia ouvido, nem falsificar o que transmitia".

Esse é o relato de Pápias sobre Marcos. Sobre Mateus, diz o seguinte:

"Mateus reuniu, de forma ordenada, na língua hebraica, as sentenças [de Jesus] e cada um as interpretava conforme sua capacidade".

Pápias também testemunha a primeira epístola de João e, igualmente, a de Pedro. Fora isso, conta outra história a respeito de uma mulher acusada de muitos pecados na frente do Senhor, história essa contida no Evangelho segundo os Hebreus. É preciso que acrescentemos isso ao que já foi dito.
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FRAGMENTOS DE PÁPIAS
Parte II - cf. Adv.Haer. V,33,1-5

Fragmentos Citados por Ireneu (Adv.Haer. V,33,1-5)

· obs.: as palavras de Pápias estão em itálico.

Quando também a criação, renovada e liberta, frutificar abundantemente todo tipo de alimento, graças ao orvalho do céu e à fertilidade da terra, da forma como recordam os anciãos que viram João, discípulo do Senhor, ouvindo-o da maneira como o Senhor ensinava a respeito desses tempos:

"Haverá dias em que nascerão vinhas que terão, cada uma, dez mil videiras; cada videira terá dez mil ramos; cada ramo terá mil galhos; cada galho terá dez mil cachos e cada cacho terá dez mil uvas e cada uva espremida renderá vinte e cinco metretes de vinho. E quando um dos santos pegar um dos cachos, o outro cacho gritará: 'pega-me porque sou o melhor e, por meu intermédio, bendize o Senhor'. Da mesma forma, um grão de trigo produzirá dez mil espigas e cada espiga dará dez mil grãos; cada grão dará dez libras de farinha branca e limpa. Também os outros frutos, sementes e ervas produzirão nessa mesma proporção. E todos os animais que se alimentam dos alimentos dessa terra se tornarão paçificos e viverão em harmonia entre si, submetendo-se aos homens sem qualquer relutância."

Também atestou isso por escrito em seu quarto livro Pápias, homem antigo, discípulo de João e companheiro de Policarpo. Na verdade, ele escreveu cinco livros e acrescentou:

"Essas coisas são dignas de fé para os que acreditam. E como disse Judas, o traidor, que não acreditava e perguntou: 'Mas como o Senhor realizará tais coisas?'; e o Senhor respondeu: 'Verão aqueles que chegarem a esses tempos'. Estes, então, serão os tempos preditos pelo profeta Isaías: 'Então o lobo habitará com o cordeiro...".
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FRAGMENTOS DE PÁPIAS
Parte III - Fragmentos Diversos

Outras Fontes de Citação

· obs.: as palavras de Pápias estão em itálico.

1. Os primeiros cristãos chamavam de "filhos" àqueles que praticavam inocente justiça, como declarou Pápias em seu primeiro livro das Exposições do Senhor e também Clemente Alexandrino em sua obra "O Pedagogo".

2. Judas deixou um triste exemplo de impiedade neste mundo; seu corpo inchou de tal forma que ele não conseguiu passar por um caminho onde uma carruagem facilmente passava, de modo que foi esmagado pela carruagem e suas entranhas se derramaram.

3. (1) Maria, a mãe do Senhor; (2) Maria, a esposa de Cléofas ou Alfeu, que era mãe de Tiago, bispo e apóstolo, de Simão, de Tadeu e de um dos que se chamavam José; (3) Maria Salomé, esposa de Zebedeu, mãe de João, o evangelista, e Tiago; (4) e Maria Madalena. Estas quatro mulheres são encontradas no Evangelho. Tiago, Judas e José são filhos de uma tia do Senhor. Maria, mãe de Tiago, o menor, e José, esposa de Alfeu, era irmã de Maria, mãe do Senhor, e que João liga a Cléofas; eram irmãs por parte de pai, por parte da família do clã ou por outra ligação qualquer. Maria Salomé é chamada simplesmente por Salomé por causa de seu marido ou de seu vilarejo. Alguns afirmam que ela é a mesma pessoa que Maria de Cléofas, já que teria se casado duas vezes.

 
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Didaquê - Anônimo (séc. I).



Última página do Didaquê
Didaquê.
INTRODUÇÃO.
Didaquê - A Instrução dos Doze Apóstolos
Instrução do Senhor para as nações segundo os Doze Apóstolos.
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Didaquê (Διδαχń em grego clássico) ou Instrução dos Doze Apóstolos, é um escrito do primeiro século que trata do catecismo cristão. Didaquê significa doutrina, instrução. É constituído de dezesseis capítulos, e apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico.

O título lembra a referência de Atos 2,42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos ...”.

Estudiosos estimam que são escritos anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90 d.C., contudo são coesos quanto a origem sendo na Palestina ou Síria.

Quanto a sua autenticidade, é de senso comum que o mesmo não tenha sido escrito pelos doze apóstolos, ainda que o título do escrito faça menção aos mesmos; mas estudiosos acreditam na compilação de fontes orais tendo recebido tais ensinos que resultaram na elaboração do mesmo. Também é senso comum que tenha sido escrito por mais de uma pessoa.

O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesaréia que viveu no século III, em seu livro "História Eclesiástica", mas a descoberta desse manuscrito, na íntegra, em grego, num códice do século XI ( ano 1056 ) ocorreu somente em 1873 num mosteiro em Constantinopla.

Nos escritos da Didaquê, além da catequese e liturgia cristã, o evangelho de Jesus é recomendado. A Didaquê também cita a oração do “Pai Nosso” como sendo “ensinada pelo Senhor” e finda com a afirmação em consonância com o livro Apocalipse, do Novo Testamento, de que Jesus voltará:

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.)


Epístola aos Magnésios (versão curta).
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.)
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Inácio era bispo de Antioquia, na Síria. No ano 107 dC, durante a perseguição de Trajano, foi preso e enviado para Roma. Nas paradas que eram feitas para descanso, aproveitava para escrever às igrejas que o tinham recebido ou mandado alguma visita. Foi martirizado em Roma, segundo o testemunho de Eusébio. Esta carta, assim como as outras seis reconhecidas, nos chegou em duas versões: uma curta (mais próxima ao original, segundo os pesquisadores) e outra um pouco mais longa. Entre os destaques, vemos que a Igreja visível já estava estruturada em três graus como ainda é hoje: bispos, presbíteros e diáconos. Cabe ao bispo a presidência e a ele todos devem estar submissos (caps. II a V). Também a questão da observância do sábado, defendida pela seita dos judaizantes, é abordada: "não observamos mais o sábado, mas o Dia do Senhor (=domingo)" (cap. IX), de onde se conclui, pela antiguidade da fonte, que a observância do domingo pelos cristãos é, de fato, instituição apostólica. Mas Inácio vai ainda mais longe contra os costumes judaicos: "É absurdo professar Cristo Jesus e judaizar. O Cristianismo não precisa abraçar o Judaísmo, mas o Judaísmo deve abraçar o Cristianismo" (cap. X), complementado, na versão longa, com uma expressão mais contundente: "o Judaísmo agora chegou ao fim".


Esta carta, assim como as outras seis reconhecidas, nos chegou em duas versões: uma curta (mais próxima ao original, segundo os pesquisadores) e outra numa versão mais longa. Entre os destaques, vemos que a Igreja visível já estava estruturada em três graus como ainda é hoje: bispos, presbíteros e diáconos. Cabe ao bispo a presidência e a ele todos devem estar submissos (caps. II a V). Também a questão da observância do sábado, defendida pela seita dos judaizantes, é abordada: "não observamos mais o sábado, mas o Dia do Senhor (=domingo)" (cap. IX), de onde se conclui, pela antiguidade da fonte, que a observância do domingo pelos cristãos é, de fato, instituição apostólica. Mas Inácio vai ainda mais longe contra os costumes judaicos: "É absurdo professar Cristo Jesus e judaizar. O Cristianismo não precisa abraçar o Judaísmo, mas o Judaísmo deve abraçar o Cristianismo" (cap. X), complementado, na versão longa, com uma expressão mais contundente: "o Judaísmo agora chegou ao fim".

Epístola aos aos Filadélfos.
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.).
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Sobre a obra

Por Carlos Martins Nabeto

Inácio era bispo de Antioquia, na Síria. No ano 107 dC, durante a perseguição de Trajano, foi preso e enviado para Roma. Nas paradas que eram feitas para descanso, aproveitava para escrever às igrejas que o tinham recebido ou mandado alguma visita. Foi martirizado em Roma, segundo o testemunho de Eusébio. Esta carta, assim como as outras seis reconhecidas, nos chegou em duas versões: uma curta (mais próxima ao original, segundo os pesquisadores) e outra um pouco mais longa. Chamamos especial atenção para o seguinte: quem segue cismáticos não encontrará salvação (v. 3); há apenas uma só Eucaristia verdadeira (v. 4); a Igreja mantém sua unidade ao redor de seu legítimo bispo (vv. 7 e 8); a existência conprovada de Igrejas particulares (dioceses), unidas e não completamente independentes entre si, formando a Igreja Universal (v. 10); observe-se também, no mesmo versículo, a estrutura da Igreja, que permanece a atual: bispos, presbíteros e diáconos.
Texto
Tradução: Carlos Martins Nabeto




Epístola aos Tralianos.
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.).
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Inácio (67 - 110 d.C.) foi Bispo de Antioquia, discípulo do apóstolo João, também conheceu São Paulo e foi sucessor de São Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio apóstolo.
Antioquia, à margem do Orontes, a capital da província romana da Síria, terceira cidade do Império depois de Roma e Alexandria ocupa um importante lugar na história do Cristianismo. Foi aqui que Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão cristão (numa sinagoga), e foi aqui que os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de cristãos: “E foi em Antioquia que os discipulos, pela primeira vez, receberam o nome de cristãos” (Actos 11:26).
Santo Inácio escreveu sete cartas: Epístola a Policarpo de Esmirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirniotas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magnésios, Epístola aos Romanos, Epístola aos Tralianos.
Foi preso por ordem do imperador Trajano e condenado a ser lançado às feras em Roma. Daí de sua bela e famosa expressão ter sido: "trigo de Cristo, moído nos dentes das feras". E na iminência do martírio prometeu aos cristãos que mesmo depois da morte continuaria a orar por eles junto de Deus:
“Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação” (Inácio - Tralianos 13:3).



Epístola aos Esmirnenses.
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.).
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Esta é a famosa carta que denomina a verdadeira Igreja de Cristo como "Católica".



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Epístola aos Esmirnenses.
Inácio, Bispo de Antioquia (67 - 110 d.C.).

Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja de Deus Pai e de Jesus Cristo amado, Igreja que encontrou misericórdia em todo dom da graça, repleta de fé e amor, sem que lhe falte dom algum, agradabilíssima a Deus e portadora de santidade, situada em Esmirna, na Ásia. Cordiais saudações em espírito irrepreensível e na pa­lavra de Deus.

1. Glorifico a Jesus Cristo, Deus, que vos fez tão sábios. Cheguei a saber efetivamente que estais aparelhados com fé inabalável, como que pregados de corpo e alma na Cruz do Senhor Jesus Cristo, confirmados na caridade no Sangue de Cristo, cheios de fé em Nosso Senhor, que é de fato da linhagem de Davi, segundo a carne, Filho de Deus porém consoante a vontade e o poder de Deus, de fato nascido de uma Virgem e batizado por João, a fim de que se cumpra n’Ele toda a justiça. Sob Pôncio Pilatos, e o tetrarca Herodes foi também de fato pregado (na Cruz), em carne, por nossa causa - fruto pelo qual temos a vida, pela Sua Paixão bendita em Deus - a fim de que Ele por Sua ressurreição levantasse Seu sinal para os séculos em beneficio de Seus santos fiéis, tanto judeus, como gentios, no único corpo de Sua Igreja.

2. Tudo isso padeceu por nossa causa, para obtermos salvação. Padeceu de fato, como também de fato ressuscitou a Si próprio, não padecendo só aparente­mente, como afirmam alguns infiéis. Eles é que só vivem aparentemente, e, conforme pensam, também lhes sucederá: não terão corpo e se assemelharão aos demônios.

3. Eu porém sei e dou fé que Ele, mesmo depois da ressurreição, permanece em Sua carne. Quando se apresentou também aos companheiros de Pedro, disse-lhes: Tocai em mim, apalpai-me e vede que não sou espírito sem corpo. De pronto n’Ele tocaram e creram, entrando em contato com Seu Corpo e com Seu espírito. Por isso, desprezaram também a morte e a ela se sobrepuseram. Após a ressurreição, comeu e bebeu com eles, como alguém que tem corpo, ainda que es­tivesse unido espiritualmente ao Pai.

4. Encareço tais verdades junto a vós, caríssimos, embora saiba que também vós assim pensais. Quero prevenir-vos contra os animais ferozes em forma humana. Não só não deveis recebê-los, mas, quanto possível, não vos encontreis com eles. Só haveis de rezar por eles, para que, quem sabe, se convertam, coisa por certo difícil. Sobre eles, no entanto, tem poder Jesus Cristo, nossa verdadeira vida. Pois, se nosso Senhor só realizou as obras na aparência, então também eu estou preso só aparentemente. Por que então me entreguei a mim mesmo, à morte, ao fogo, à espada, às feras? Mas estar perto da espada é estar perto de Deus; encontrar-se em meio às feras é encontrar-se junto a Deus, unicamente, porém, quando em nome de Jesus Cristo. Para padecer junto com Ele, tudo suporto, confortado por Ele, que se tornou perfeito homem.





Epístola aos Efésios.
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.).
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Inácio era bispo de Antioquia, na Síria. No ano 107 dC, durante a perseguição de Trajano, foi preso e enviado para Roma. Nas paradas que eram feitas para descanso, aproveitava para escrever às igrejas que o tinham recebido ou mandado alguma visita. Foi martirizado em Roma, segundo o testemunho de Eusébio.

Esta carta, assim como as outras seis reconhecidas, nos chegou em duas versões: uma curta (mais próxima ao original, segundo os pesquisadores) e outra um pouco mais longa. Apresentamos a seguir a versão mais curta, por ser considerada a mais original (entretanto, a versão longa será também disponibilizada assim que possível).

Partes que devem ser destacadas: o bispo é o representante visível de Jesus perante a Igreja (v. 6); Paulo, pela 1ª vez, é declarado santo (v. 12); a condenação eterna daqueles que tramam contra a família (v. 16), o que acaba incluindo implicitamente os defensores do aborto, do divórcio e do amor livre; a virgindade perpétua de Maria (v. 19), antes e após o parto; e a eucaristia como remédio para a salvação (v. 20).

Sobre a obra
Por Alessandro Lima


Esta carta foi escrita em Esmirna onde Policarpo era bispo, aproximadamente em 107 d.C.. Onésimo, então bispo de Éfeso, vai até Esmirna saudar Inácio. Inácio aproveita a oportunidade para enviar uma carta à comunidade de Éfeso.

Epístola a Policarpo de Esmirna.
Inácio, Bispo de Antioquia (35 - 110 d.C.).
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Inácio (67 - 110 d.C.) foi Bispo de Antioquia, discípulo do apóstolo João, também conheceu São Paulo e foi sucessor de São Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio apóstolo.

Antioquia, à margem do Orontes, a capital da província romana da Síria, terceira cidade do Império depois de Roma e Alexandria ocupa um importante lugar na história do Cristianismo. Foi aqui que Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão cristão (numa sinagoga), e foi aqui que os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de cristãos: “E foi em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez, receberam o nome de cristãos” (Atos 11:26).

Santo Inácio escreveu sete cartas: Epístola a Policarpo de Esmirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirniotas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magnésios, Epístola aos Romanos, Epístola aos Tralianos.

Foi preso por ordem do imperador Trajano e condenado a ser lançado às feras em Roma. Daí de sua bela e famosa expressão ter sido: "trigo de Cristo, moído nos dentes das feras". E na iminência do martírio prometeu aos cristãos que mesmo depois da morte continuaria a orar por eles junto de Deus:

“Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação” (Tralianos 13:3).