Mostrando postagens com marcador Respostas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Respostas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

POLÍTICA, RELIGIÃO E SOBERBA (pe Zezinho)


POLÍTICA, RELIGIÃO E SOBERBA


Da raiz “super” a soberba consiste na supervalorização de pessoas ou grupos, com clara intenção de desprestigiar os outros. É um colocar-se acima de todos e, às vezes, acima do bem e do mal. Mais do que ser eleito, é um eleger-se mais, melhor e maior. É o peru com penas de pavão.
Acontece em todos os quadrantes da vida, na família, na escola, na fábrica, na firma, na vizinhança. Há sempre alguém ou algum grupo a se colocar acima dos outros e a pisotear alguém. Pior ainda: o soberbo consegue, num indisfarçável marketing, mostrar-se a única solução, lançando as suspeitas e culpas sobre quem porventura dele discorde. Ditadores assim falam e assim agem. E matam quem ousam redimensioná-los para aquém do que eles mesmos se mediram.
O soberbo apossa-se do que era do outro e, quando pode, apaga e deleta o passado que descaradamente copiou. Faz de tudo para ser elogiado e de tudo para não elogiar. Raramente um soberbo escapa do baixo calão. Mais cedo ou mais tarde mostrará o quanto se adora. Não resiste à tentação de erguer seu próprio trono, seu monumento, sua imagem, seu pódio, seu altar e suas regras. Se ele faz, é certo, se o outro faz é errado. E se alguém dos seus erra é logo perdoado, mas ai do adversário que errar! O soberbo é capaz de transformar em diabo um anjo que se lhe oponha e em anjo o demônio que lhe traga vantagens.
Olhe os partidos políticos, olhe os governantes que conhece, olhe os pregadores de religião, observe como falam em estádios, praças, rádio, televisão, anote suas frases, vejam quem os aplaude e lhes faz claque, preste atenção na sua certeza de vitória, observe como diminuem o adversário e como se mostram totalmente incapazes de admitir o que era bom e é bom nos outros e conclua você mesmo.
Quando alguém discursa ou prega de tribuna ou de púlpito que antes dele nada prestava e depois dele tudo ficou melhor; quando o que ele copia dos outros e modifica, agora é bom e o que ele rejeita é porque tinha que ser jogado no lixo, fique certo de que encontrou um coração soberbo.
Há pessoas soberbas, grupos soberbos, igrejas soberbas, movimentos soberbos. Tudo neles extrapola a seu favor. Sobre eles, diz a Bíblia que é bem aventurado quem não lhes faz reverência (Sl 40,4), quem os enfrenta e a eles não se dobra nem lhes canta elogios ( Mal 3,15). E prossegue dizendo que o braço de Deus vai dissolver suas pretensões. Um dia cairão do seu falso pedestal (Lc1,51-52). Paulo alerta que eles sempre existirão ao lado dos traidores, dos resmungões, dos criadores de maldade e dos maus filhos (Rm 1,30). Sempre haverá os adoradores de si mesmos, presunçosos, ingratos e incapazes de aceitar alguém que lhes seja superior. (2Tm 3,2) Igual talvez, maior e melhor, nunca! Você já ouviu este discurso de políticos e religiosos…
Tiago diz que Deus os rejeita e que sua predileção vai para os humildes. (Tg 4,6) Provérbios 11,12 diz que a sabedoria está com os humildes e que o soberbo não resiste a comparar-se aos outros e mostrar-se acima de todos. Mateus diz que Jesus propõe humildade como condição de paz interior e serenidade. (Mt 11,29).
Triste do povo que cai nas mãos desse tipo de liderança, seja ela política ou religiosa! Estará sempre mais perto da ditadura do que da liberdade.
Pe. Zezinho scj

A POLITICA, OS CRENTES E OS ATEUS (pe Zezinho)


A POLITICA, OS CRENTES E OS ATEUS


O Brasil não é um país só de religiosos. Nossas leis são para todos. Mas é um país onde todos podem se manifestar. Por enquanto ainda são pequenas as chances de algum ditador se apossar do governo da nação. Mas não se deve baixar a guarda. Há e haverá quem o queira. Basta prestar atenção aos discursos de quem faria qualquer coisa para chegar ou para não perder do poder. Pelo que sabemos país algum é governado por anjos…
Mas um fato é constatável. Crentes estão falando, tomando partido e negociando em favor de suas igrejas. E também brigando entre si, em busca de emissoras e outras vantagens políticas. Verdade ou mentira, está nos jornais e está em programas por eles conduzidos. Não disfarçam suas lutas intestinas por mais veículos e mais poder. Isso inclui as mais diversas igrejas que desejam mais espaço e mais mídia.
Por outro lado, os políticos sabem que qualquer ateu confesso que deseje os votos para governar terá que enfrentar os religiosos que somam mais de 90% da população. Teimar em ateísmo e governar ignorando os apelos das igrejas ou centros de fé, a menos que se trate de ditadura, seria suicídio político. Por isso assiste-se com um pé atrás a performance religiosa de quem ontem mesmo dizia não ter certeza de que Deus existe. Como, porém, a alma humana da meia-volta, pode-se questionar o momento, mas não se pode duvidar da sinceridade de quem hoje age como crente durante uma campanha. Converteu-se a Deus ou às urnas?
E há o crente que fica nas aparências. Para ele basta que o candidato pareça religioso. Escolhe sem ligar os fatos. Não se dá conta de a fé vai além das palavras. Votar em quem agora parece crente e se afirma convertido é navegar na maionese. Parecer não é ser! Políticos para todos os cargos que fazem uso de palavras cheias de unção para alcançar a vereança, a Câmara, o Senado, o Governo e a Presidência ainda precisam provar que de fato respeitarão os 90% de crentes do país.
O mesmo deverá fazer o candidato religioso. Respeitará a minoria descrente? E o que fará na hora de assinar um documento que 90% dos crentes rejeitam, mas a minoria descrente apóia? E a questão do aborto é apenas uma delas. Se Deus não é o autor da vida, quem é?
Política, ateísmo e teísmo nem sempre se afinam. É preciso muita nobreza, veracidade e capacidade de diálogo para governar um país com estas estatísticas. A julgar pela última campanha política fica difícil saber se quem mentiu sobre tantas outras coisas não mentirá também sobre os temas que são caros aos religiosos.
Chamar todos os crentes de fanáticos e obscurantistas não vai resolver, porque também entre os não crentes há fanáticos políticos com idéias mais do que ultrapassadas. Ainda bem temos eleições de 2 em 2 anos e um parlamento que, se levássemos a sério nos representaria!…
Pe. Zezinho scj

“Milagres” em Igreja Protestante.É possível?


“Milagres” em Igreja Protestante.É possível?


ensino da Igreja sobre os milagres

Os milagres são sempre e invariavelmente a intervenção sobrenatural de Deus na vida de uma pessoa ou na história da humanidade e esta intervenção sempre está vinculada à confirmação da Revelação Divina, à ratificação do Evangelho, que nos liberta do pecado. O milagre é uma “assinatura de Deus” à Verdade que Ele revelou, a qual se encontra na Igreja que Ele fundou, Una, Santa, Católica e Apostólica. Deus só assina o que é seu, motivo pelo qual os milagres – falamos aqui de milagres verdadeiros – invariavelmente estão vinculados à Igreja Católica, única e verdadeira Igreja de Cristo.

O Catecismo da Igreja Católica é claro a respeito, conforme citamos a seguir:
“O motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos ‘por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos’. ‘Contudo, para que a homenagem da nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados de provas exteriores da sua Revelação’. Assim, os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade ‘são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos’, ‘motivos de credibilidade’, mostrando que o assentimento da fé não é, ‘de modo algum, um movimento cego do espírito’” (n.156).
Neste trecho o Catecismo afirma, portanto, que os milagres são “sinais certos da Revelação”, “motivos de credibilidade”. Ora, sinal é o que indica o caminho certo; sinalizar é mostrar por onde se deve ir. Se o milagre é “sinal certo de Revelação” só poderá, portanto, ser sinal da Revelação Verdadeira, tal como Cristo nos ensinou e como está depositada na Fé da Sua Igreja. Um milagre, portanto, é um sinal da Verdade, um “motivo de credibilidade”, i.e., uma razão para crer na Verdade de Cristo. Ele está ligado, pois, necessariamente à Verdade de Cristo, da qual a Igreja Católica é depositária fiel.
Em outro momento, o Catecismo afirma o mesmo:
Jesus acompanha as suas palavras com numerosos ‘milagres, prodígios e sinais’ (Atos 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente Nele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado. Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer Nele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé Naquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser ‘ocasião de queda’. Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demônios” (nn. 547-548).
Novamente ressalta-se aí a função do milagre: eles “manifestam o Reino de Deus”, “comprovam que Jesus é o Messias anunciado”, “fortificam a fé Naquele que faz as obras de seu Pai: testemunham que ele é o Filho de Deus”. São testemunhos do Reino, ratificação do Evangelho, comprovação da Verdade de Cristo. Assinatura de Deus, portanto: e Deus só assina o que é Seu.


O milagre não teria antes a função de aliviar os sofrimentos dos homens?

Os milagres, conforme nos mostram os Evangelhos, têm em primeiro lugar a função de testemunhar onde está a Verdade, de sinalizar onde Deus fala. Jesus Cristo realiza milagres em vários doentes, cura-os de suas enfermidades; mas sempre pela sua Fé Nele.
A principal doença do homem é o pecado. Por meio do pecado entrou no mundo a enfermidade, o sofrimento e a morte. É a libertação do pecado que Deus visa para o homem em primeiríssimo lugar, e esta libertação só pode ser consumada por meio da adesão plena ao Evangelho de Jesus Cristo, da Fé em Nosso Senhor, o único que nos salva da tirania do Demônio e do domínio do pecado.
O milagre ratifica, pois, em primeiro lugar, o Evangelho, porque é o Evangelho que nos cura da principal enfermidade: a enfermidade da alma, o pecado. Curando os sofrimentos do corpo, livrando-nos das doenças do organismo, Cristo visa, antes de tudo, voltar-nos a Ele, conduzir-nos a Ele, e levar-nos à nossa adesão ao Seu Evangelho.
O milagre não teria razão de ser se deixasse o homem à toa no mesmo estado de pecado e ignorância em que se encontrasse: que motivo teria Deus para realizar um milagre se Ele não levasse o homem a Ele? Que motivo teria Deus para curar o corpo se por meio disso não visasse antes curar a alma, pela libertação do pecado a partir do Evangelho? Assim Deus salvaria o corpo da enfermidade, mas deixaria o homem no mesmo estado de pecado e ignorância em que se encontra a sua alma! Salvaria o corpo, e deixaria a alma à revelia da condenação! Isto não é Misericórdia Divina, e não condiz com o projeto de Deus, que o Evangelho nos apresenta.
O milagre, portanto, só tem razão de ser porque Deus aí, pela sua ação poderosa e sobrenatural – seja curando o homem, seja realizando fenômenos inexplicáveis na história –, ratifica por meio dele o seu Evangelho, confirma sua Revelação, Revelação que salva o homem. E assim o milagre volta o homem a Deus; e, se o homem aceita este convite de Deus, poderá ser salvo. Deus assim harmoniza seus atos: salva o corpo para salvar a alma, age na matéria para agir mais ainda no espírito


Os milagres na Igreja Católica

Sendo o milagre, necessariamente, uma ratificação do Evangelho, uma confirmação da Verdade de Cristo, intervenção divina na natureza e na história que visa a sinalizar a verdade de Sua Revelação, está o milagre necessariamente vinculado à Igreja Católica, fundada por Cristo e única detentora da Verdade.
E vários são os milagres ocorridos em meios católicos, sejam curas, sejam milagres permanentes – aqueles que estão aí para qualquer um ver.
As curas ocorridas em meios católicos, como Lourdes, por exemplo, passaram pelo crivo de especialistas e médicos, tendo sido consideradas inexplicáveis do ponto de vista científico ou natural, além de serem irreversíveis e associadas a um contexto religioso católico. Inserem-se, neste contexto, também as curas operadas por grandes Santos ainda em vida, como São Pio de Pietrelcina e São Pio X, por exemplo, que tinham o dom da cura.
Mas existem também curas alcançadas pela intercessão dos Santos após sua morte, milagres estes que atestam a santidade do indivíduo em um processo de canonização, quando são pela ciência confirmados como realmente inexplicáveis, sobrenaturais. As pílulas de Santo Antonio de Santana Galvão são um exemplo bastante recente e próximo, dado a canonização do Frei em 2007 pelo Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil, onde estas pílulas foram bastante exploradas pela Mídia. Mas muitos milagres são também relatados por pessoas que recorreram à intercessão de outros santos; citamos apenas alguns: Santa Rita de Cássia, Santa dos Casos Impossíveis e Desesperados; São Peregrino Laziosi, Padroeiro dos doentes de câncer; São Camilo de Léllis, que dedicou toda a vida aos doentes, entre muitos outros.
Existem ainda os grandes milagres permanentes ocorridos na Igreja Católica, e que são completamente inexplicáveis para a ciência. É interessante notar que, no caso destes milagres, é ainda mais patente o caráter de ratificação da Verdade pelo milagre, pois estes estão sempre ligados à confirmação de algum ponto da doutrina católica que estava sob ataque ou sob o perigo da descrença na época em que ocorreu o milagre.
O milagre eucarístico de Lanciano é um ótimo exemplo. A hóstia consagrada se transmutou em carne em espécie e o vinho consagrado em sangue em espécie. Este milagre, acontecido há 12 séculos, ocorreu num momento em que os dogmas eucarísticos corriam perigo. O monge que consagrou a hóstia e o vinho que se transformaram em espécie – pois já o eram sacramentalmente – na Carne e no Sangue de Cristo era um dos que estavam em dúvidas sobre a Presença Real de Cristo na Eucaristia. E, embora se tenha passado há 12 séculos, ainda hoje permanece em perfeito estado de conservação a Carne e o Sangue, e os médicos que analisaram o milagre concluíram que são como se tivessem sido retirados hoje de uma pessoa viva! Todos os outros milagres eucarísticos – e são vários – possuem, com algumas poucas variações, as mesmas características.
O milagre do manto do índio Juan Diego em que apareceu Nossa Senhora de Guadalupe é igualmente impressionante. Institutos como a própria NASA fizeram descobertas estarrecedoras no milagre de Guadalupe, como o fato de a imagem não estar pintada no pano, mas suspensa sobre ele – como que levitando –; ou ainda o fato de que o material da imagem não existe neste mundo; ou os batimentos cardíacos que se pode escutar no ventre da Virgem Maria nesta imagem, na qual a Virgem está gestante. Este milagre ocorreu para que o Bispo da Diocese de Juan Diego atestasse a veracidade da aparição da Virgem Maria a Juan Diego, e a veracidade do pedido da Virgem, que queria fosse construída uma capela para os índios de uma aldeia. É ainda mais espantoso o fato de que, com o auxílio de potentes microscópicos, foi descoberta no olho da Virgem Maria, nesta imagem, a “fotografia” da reação do Bispo no exato momento em que a imagem apareceu, como refletida nas pupilas da imagem; e refletida nas pupilas do Bispo estava o próprio índio Juan Diego no momento em que abaixou seu manto e surgiu a imagem.
Mas talvez o mais impressionante milagre permanente seja o Santo Sudário de Cristo, objeto de inumeráveis estudos, os quais comprovaram, entre outras coisas, que ele é mesmo da época de Cristo e mais: que aquela imagem não foi só marcada com o sangue no pano, mas que foi provocada por uma grande explosão de energia, semelhante à explosão de uma bomba atômica – seria o momento da Ressurreição? –, e que tal fluxo de radiação foi tão forte que no Sudário se pode perceber até os ossos do Cristo, como se ali tivesse sido aplicado um Raio-X. Inútil é falar sobre os incríveis fenômenos ligados ao Santo Sudário, pois são muitos. Muitos, e a cada dia são descobertos mais, e cada vez mais incríveis. Tanto que foi criada uma ciência especificamente para o estudo do Santo Sudário: a Sindonologia.
Existem ainda os inúmeros corpos incorruptos de santos, que estão há séculos sem se decomporem, e isso sem nenhum auxílio de mumificação!
Enfim, são milagres como estes que podem ser considerados milagres realmente verdadeiros, e diante dos quais a Ciência se cala e contempla a Deus.
Além disso, é importante salientar que tais milagres – realmente milagres, sobrenaturais – estão ligados à Igreja Católica. E necessariamente confirmam a Verdade de Cristo, da qual a Igreja é depositária fiel. Isto fica bastante patente nos milagres permanentes – que não existem em nenhuma outra Igreja ou religião a não ser a Católica – e que estão diretamente ligados à confirmação de alguma ponto da Revelação Divina.
Os milagres são sinais de Deus para atestar a sua autoria. E Deus só assina o que é seu. Estudiosos como Olavo de Carvalho e o Padre Quevedo já comprovaram, sob ótica puramente científica, que milagres verdadeiros só ocorreram antes de Cristo no judaísmo antigo, na época de Cristo com Ele próprio e depois de Cristo na Igreja Católica, a Nova Israel, destinatária da Nova Aliança. Isto é cientificamente comprovado.
São milagres que confirmam que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo. Estão aí, pra quem quiser ver, para os que crêem e para os que não crêem, provando a veracidade de nossa Igreja.


Milagres “fora” da Igreja Católica

Não existem milagres fora da Igreja Católica. Deus só assina o que é seu, e não poderia operar milagres fora da Sua Igreja, da religião por Ele revelada, e assim confirmar o homem no erro.
O que existem são milagres que ocorrem fora dos limites visíveis da Igreja, mas dentro de seus limites invisíveis. São milagres que ocorrem em católicos que visivelmente não pertencem à Igreja, mas pertencem invisivelmente à sua alma; são pessoas que, embora não professem a Fé Católica explicitamente, vivem em ignorância invencível, mas segundo os ditames da reta razão, e assim podem também salvar-se – por meio de Jesus Cristo, através da Igreja Católica, segundo a qual vivem mesmo sem conhecê-la. Estas pessoas são aqueles adeptos de outras religiões ou denominações cristãs que possuem uma ignorância invencível, que lhes impede de ver que a religião católica é a única verdadeira; e desta sua cegueira não possuem culpa própria. Os portadores desta ignorância invencível, mesmo sendo pertencentes a outra religião, se seguirem os ditames da Lei de Deus gravados no seu coração, podem ser chamados católicos pertencentes de maneira invisível à Alma da Igreja, ainda que não pertençam de maneira visível ao seu Corpo. O milagre fora dos limites visíveis da Igreja ocorre a estes (que pertencem aos limites invisíveis da Igreja), ou para convertê-los ou para atestar o que há de católico nestas pessoas, ainda que não pertençam plenamente à religião católica. Deus não realiza o milagre aí para confirmar a pessoa no erro, mas para facilitar-lhe a conversão e para mostrar-lhe onde está a verdade.


Não existe milagre desvinculado da Igreja Católica.

Por isso se diz que fora da Igreja Católica (e aí abrangemos os limites visíveis e invisíveis da Igreja) não existe milagre verdadeiro. O milagre verdadeiro só ocorre vinculado à religião católica, seja visivelmente, aos pertencentes ao Corpo da Igreja, seja invisivelmente, àqueles que, pela ignorância invencível, pertencem à Alma da Igreja.
Por isso podemos, sim, negar que o milagre verdadeiro ocorra em contextos não-católicos, pois mesmo se ocorrer fora dos limites visíveis da Igreja, estará, contudo, nos limites invisíveis da Igreja, isto é, num contexto católico igualmente. É impossível um milagre completamente desvinculado do contexto católico, caso contrário Deus estaria assinando algo que não é seu.
Os milagres verdadeiros – i.e., confirmadamente sobrenaturais – que ocorrem fora dos limites visíveis da Igreja, mas dentro dos seus limites invisíveis, ocorrem sempre relacionados direta ou indiretamente a algum elemento católico: seja um sacramental católico (uma bênção, por exemplo), seja uma oração católica – feita pela pessoa que recebeu o milagre, ou por uma segunda em prol desta primeira –, seja a estampa ou outra imagem de um santo, ou algum objeto de devoção católica (um Terço, p.ex.), etc. Para terceiros pode ser imperceptível este elemento, mas para a pessoa agraciada com o milagre este elemento será perceptível e lhe indicará o caminho certo: a Igreja Católica.
Uma prova patente da inexistência de milagres fora da Igreja Católica (e “fora” aí significa tanto fora dos limites visíveis quanto invisíveis da Igreja, e desvinculados de qualquer contexto ou elemento católico) são os santos incorruptos. Existem cadáveres incorruptos em ambientes anglicanos (como a Catedral de Canterbury) e em ambientes russo-ortodoxos. Mas estes cadáveres são sempre de épocas anteriores aos cismas das Igrejas Ortodoxas Orientais e Anglicanas! Após os cismas, pararam de ocorrer corpos incorruptos nestas comunidades, embora tenham continuado a ocorrer (e continuam) na Igreja Católica! Um dado como esse não pode ser ignorado.
Outro exemplo: Alphonse Ratisbonne e Theodore Ratisbonne foram agraciados com o grande milagre de uma visão da Virgem Maria Santíssima, mesmo sendo judeus; mas esta visão esteve ligada a um elemento católico (uma oração mariana) e logo depois estes se converteram ao Catolicismo, se tornaram padres e ainda fundaram uma Congregação de sacerdotes: a Congregação de Nossa Senhora do Sion, que visa à conversão dos judeus. O milagre, nestes judeus, ocorreu para que se convertessem e para atestar o que já possuíam de católicos. Enfim, tudo está, novamente, direcionado à Igreja Católica. Pois Deus só assina o que é seu.
Vale salientar que milagre é uma ação sobrenatural de Deus, sempre extraordinária. Não é toda coisa que é milagre. Quando Deus facilita, por exemplo, o acesso de uma pessoa a um tratamento para sua doença ou a um médico, sendo esta pessoa católica ou não, isto não é milagre, não é extraordinário nem sobrenatural. É simplesmente uma ação ordinária da Misericórdia de Deus.
Ações extraordinárias e sobrenaturais mesmo, que caracterizam um verdadeiro milagre, só ocorrem é ambientes católicos ou vinculados a algum elemento católico.
Aqueles shows de curas que se vê nos programas dos protestantes pentecostais não passa muitas vezes de um grande teatro de auto-sugestionamento, hipnologia e indução psicológica.


Curas e “Milagres” em comunidades protestantes

Historicamente falando, até hoje não existe sequer um “milagre” ocorrido em comunidades protestantes que tenha sido cientificamente comprovado como milagre verdadeiro, isto é, ação sobrenatural e inexplicável, de tal maneira que só se poderia conceber como intervenção divina.
Nenhum milagre ou cura ocorrido em meios protestantes é realmente sobrenatural. Na maioria das vezes, são curas obtidas por auto-sugestão do doente, efeitos placebos obtidos por indução psicológica; algo semelhante ao que pode obter um hipnologista. As técnicas dos pastores protestantes para isso são semelhantes à da PNL (Programação Neuro-Linguística), são recheadas de retórica, apelo sentimental e psicológico, que induzem a mente a enganar a dor ou cessar os sintomas da doença. Por estes meios, são curas perfeitamente explicáveis do ponto de vista científico e natural. Aliás, muitos psicólogos já usam terapias semelhantes para a obtenção das mesmas curas. Ademais, muitas vezes estas curas não são irreversíveis, mas apenas uma cessação momentânea dos sintomas, como um analgésico, obtida por auto-sugestionamento. Não podem ser consideradas, pois, milagres verdadeiros.
Aqueles shows de curas que se vê nos programas dos protestantes pentecostais não passa muitas vezes de um grande teatro de auto-sugestionamento, hipnologia e indução psicológica.
Um milagre verdadeiro, em alguma comunidade protestante ou cismática, só poderia ocorrer vinculado a algum elemento católico, que mostrasse à pessoa agraciada com o milagre onde está a verdade. Pois, conforme muito dissemos, Deus só assina o que é seu. E a divisão, a falta de unidade, a desunião, os erros doutrinários verificados em meios protestantes não são de Deus. Deus não poderia, pois, ratificar com sua assinatura coisas deste tipo.
Não há, pois, milagre verdadeiro fora da Igreja Católica.

Taiguara Fernandes de Sousa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MISSA CATÓLICA OU CULTO PROTESTANTE?


Missa católica ou culto protestante?

Que culto os cristãos devem prestar a Deus, é uma questão presente em algumas discussões religiosas promovidas por círculos cristãos diversos. Com o crescimento das seitas no Brasil, desde o fim da década passada podemos verificar a soberba de muitos não-catolicos em afirmar que o culto ou liturgia que eles prestam a Deus são verdadeiros e solidamente legítimos, pois identificam-se com o culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, sendo seu culto bíblico; seria verdadeiro este argumento? Acusam que a Missa católica é invenção humana e não se trata de um culto a Deus, mais uma simples reunião social, cujo Deus não ouve ou aceita, sem base bíblica mais um sacrifício paganizado; verdade estas afirmações?
Vamos analisar a historicidade litúrgica do culto oferecido pela Igreja, que tipo de culto e ritos os cristãos prestavam a Deus na antiguidade, sabemos que os primeiros cristãos seguiram a doutrina ensinada pelos apóstolos e mais tarde guarnecida pelos Padres da Igreja, o próprio mandamento do Senhor diz como lembra Paulo: “Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição” (1 Cor 11,26) . Lembra também Jesus no Evangelho de João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” Jo 6, 53.
Os cristãos primitivos então viviam:
Na comunhão do pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos convertidos após a Ressurreição de Cristo, como atestado na Igreja primitiva (At 2, 42), celebrando os santos mistérios sacramentais, e no inicio do II séc.  usando a disciplina do Arcano¹, onde os mistérios cristãos eram celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem no seio da Igreja, vivos, os gentios não participavam, os que podiam gozar de tais mistérios os “sacramentos” eram os já catequizados e batizados e não os catecúmenos. No serviço litúrgico (At 13, 2); reunidos na casa de membros da comunidade ou em lugares ocultos (como catacumbas), devido à perseguição, nos tempos primitivos muitos apóstolos ministraram a “liturgia”, ou seja, o oficio ou serviço de adoração a Deus, em suas casas edificações que ficaram conhecidas como Domus Eclesiae que mais tarde virá a se tornar Domus Dei edifícios só para o culto cristão.
Celebravam no primeiro dia depois do sábado (o Domingo, segundo São João, Ap. 1, 10), quando S. Paulo diz para partir o pão (At. 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam à leitura dos profetas, das epístolas dos apóstolos, das cartas que dirigiam às igrejas. Estas leituras eram explicadas, conforme S. João, que, conduzido a Éfeso, limitou-se a esta exortação: “Meus filhos, amai-vos uns aos outros”. Desta prática de explicar o que era lido no Texto Sagrado, deriva a realização das homilias e sermões.
Vejamos os primeiros registros sobre a liturgia o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja
S. Justino Mártir, (103-167) filósofo pagão que se convertera , tornando-se sacerdote e mártir, contemporâneo de Simeão (que havia ouvido Nosso Senhor Jesus Cristo), de S. Inácio, de Clemente, companheiro de S. Paulo na pregação, de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo em sua obra Apologia 2, escreve: “No chamado dia do Sol todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo” e sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto ele descreve.
“Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos”. “Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água”.
“O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem!”. “Distribui-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta comunhão aos ausentes”.
“Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades”.
“Celebramos nossas reuniões no dia do Sol, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.
Outro atestado é de;
S. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S. Pedro e de Evódio, contemporâneo dos apóstolos quando muito jovem, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas as igrejas de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna. E nesta aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”.
“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou.” (Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia).
S. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no sacrifício de Cristo, em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia.
“(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da Nova Aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra ao Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (…) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que seu nome seria glorificado entre as nações.” (Adversus haereses, São Ireneu de Lion).
Outro Registro é o:
Didaqué um catecismo cristão que fora escrito por volta do ano 120 d.C. um dos mais antigos registros do cristianismo, fala nos do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da eucaristia; diz:
“Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães”. (Didaqué, Cap. IX, Nº 5)
Também diz sobre a reunião dos crentes;
“Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro” (Didaqué, Cap. XIV, nº 1)
O que tem em comum estes testemunhos do fim do I séc. e inicio do II século, comprovam a liturgia católica como herdeira, da liturgia dos primeiros cristãos oferecidas em suas reuniões, mais tarde no séc. III conhecidas pelo termo Missa, que Procede do latim “mitere”, que quer dizer “enviar, mandar, despedir”. Missa é o particípio que adquira o sentido de substantivo; “missão, despedida, dispensa,” é, pois a despedida na partida. Podemos observar que eles perseveravam na comunhão e na celebração eucarística então onde ficam os cultos protestantes? Os gritos, os longos sermões, e as musicas e estilos exagerados e sentimentais, além dos pseudo-exorcismos e das tidas manifestações do “Espírito”? Se não tem embasamento histórico, bíblico ou nas reuniões dos primeiros cristãos? Trata-se de invenções humanas posteriores a antiguidade cristã.
Notas:
Disciplina do Arcano¹: Disciplina do Segredo, ou Lei do Arcano, é o termo teológico para expressar o costume que prevaleceu na Igreja primitiva, na qual o conhecimento dos mistérios da religião cristã era, por medida de prudência, cuidadosamente mantido oculto aos gentios, aos não-iniciados e até mesmo aos que se submetiam à instrução na fé, para evitar que aprendessem algo que pudessem fazer mau uso, o costume pendurou-se até o séc. VI.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Resposta à Rede Record sobre Igreja e a Escravidão

Lamentavelmente a Rede Record de televisão que é ligada a Igreja Universal do Reino de Deus e que tem como proprietário o bispo Edir Macedo, mais uma vez agride caluniosamente a Igreja Católica em matéria veiculada no dia 15/05/2011 em seu programa “Domingo Espetacular”. Neste programa, injuriosamente afirmavam que o Vaticano apoiava a escravidão, o tráfico negreiro e tortura aos escravos. Para tais afirmações, os mentores de tamanha quimera não se envergonharam em forjar, distorcer fatos e utilizar-se da má interpretação de documentos que em nada condizem com suas acusações.
A verdade
Naqueles tempos, os simpatizantes do tráfico sugeriram que não contrariava os ensinamentos da Igreja porque não incidia sobre “seres racionais” mas sim sobre uma espécie de “animais”. A Igreja recusou esse argumento. Em 1537 o Papa Paulo III emitiu três decretos a proibir a escravatura do Novo Mundo (decretos descobertos por historiadores há pouco tempo). No primeiro, o Papa declarava que “os índios são homens de verdade” e, portanto, “pela nossa Autoridade Apostólica decretamos e declaramos… que estes mesmos índios e todos os outros povos – mesmo aqueles que não partilham da nossa fé – não devem perder a liberdade e a propriedade… e não devem ser reduzidos a escravos, e tudo o que se passar em contrário será considerado nulo e inválido”. No segundo decreto o Papa ameaça com a excomunhão qualquer pessoa, independentemente de “dignidade, estatuto, condição, ou classe social” que pratique a escravatura. A oposição da Igreja acabou com a escravidão descarada dos índios, mas continuaram as práticas de exploração. E os decretos papais não tiveram qualquer efeito no tráfego de escravos africanos. (A Vitória da Razão, Rodney Stark, pg. 243).
Isto anula o falso argumento da “historiadora” do programa, que afirmava que o que o Papa decretasse, era o que devia ser feito.
Afirma BRAUDEL: “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…)”(os grifos são nossos. BRAUDEL, 1989: 138).
Abaixo estão alguns frames da matéria caluniosa da Record e nossa devida refutação:
Primeiro eles distorceram o contexto da bula “DUM DIVERSAS”.
Na verdade essa bula jamais foi escrita para apoiar a escravatura ou tráfico negreiro, essa bula foi escrita pelo PAPA Nicolau V no intuito de preservar a fé apostólica contra os SARRACENOS, ou seja, os muçulmanos que escravizavam os cristãos da Europa, essa bula nada tinha a ver com o tráfico negreiro.
Documento oficial “Dum Diversas” (publicada em 18 de junho de 1452 pelo Papa Nicolau V).
Através desta Bula, dirigida ao rei Afonso V de Portugal, o pontífice afirma:
“(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo”.
Sarracenos: (do grego sarakenoi) era uma das formas com que os cristãos do Medievo designavam, os árabes ou os muçulmanos. As palavras “islã” e “muçulmano” só foram introduzidas nas línguas européias no século XVII.
Para entender o porquê o PAPA Nicolau V emite essa bula, devemos adentrar na história e descobrir o que os mulçumanos faziam aos cristãos na Europa: primeiramente, o tráfico negreiro era feito pelos próprios negros dentro da África muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma as demais etnias muçulmanas. Estes eram vendidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos com seqüestros aleatórios.
Posteriormente os muçulmanos (“sarracenos”) iniciaram o chamado “escravismo branco”, eles iam até a Europa buscar principalmente os cristãos para escravizá-los com o total apoio africano. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do “império de Mali” feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Fonte: http://www.ricardocosta.com/pub/imperiosnegros2.htm
O que precisamos entender é que esta Bula foi escrita em uma época de perseguição muçulmana contra a  cristandade e Constantinopla estava sob ameaça de ataque. Na verdade ela foi escrita apenas um ano antes dos muçulmanos derrotarem os cristãos bizantinos. Para um contexto melhor, permitam-me informar que os invasores muçulmanos saquearam e pilharam os cristãos por vários dias antes de dar aos sobreviventes  poucas condições para a sua subjugação. Então o papa autorizou a tomada de prisioneiros de guerra e o seu encarceramento como pena de prisão perpétua por crimes contra a cristandade.
Dum Diversas” era uma bula papal para seu tempo, mas de modo algum fomenta a escravidão. É simplesmente uma autorização para atacar o inimigo agressor em uma “guerra justa” e tomar como prisioneiros os salteadores e encarcera-los por seus crimes.
Infelizmente o programa da Record, além de omitir tais fatos, distorce acintosamente a verdade com mera intenção de atacar a Igreja Católica.
Abaixo, mais uma vez, omitindo o contexto dos fatos, pinçou e fez uso de um trecho de outro documento que não se refere ao tráfico negreiro. Eis o trecho pinçado:
O “Romanus Pontifex” foi mais uma bula enviada pelo PAPA Nicolau V, contra os crimes muçulmanos diante da cristandade, outra vez a emissora utiliza um documento contra os sarracenos sem explicar para o telespectador quem são os sarracenos, enquanto desonestamente insinua ser esta bula contra os africanos.
Confirma os historiador Manuel Gonçalves: “A expansão portuguesa em direção a territórios muçulmanos teve para a Igreja um caráter cruzadístico e foi incentivada e legitimada pelo Papado através das bulas Romanus Pontifex (1455) de Nicolau V e Inter Caetera (1456) de Calixto III”. Vide MARTINS, Manuel Gonçalves. O Estado Novo e a Igreja Católica em Portugal (1933-1974). p. 1.)
O repórter também caluniava que os negros eram capturados e levados a uma igreja católica, batizados e desembarcados. Puro embuste deste que não honra a própria profissão, preferindo fazer eco a falácias para agradar seu patrão. A Igreja Católica jamais teve parte na captura de africanos, os que abraçaram o evangelho de Jesus Cristo na religião católica o fizeram por iniciativa própria, como determina ser feito o Papa Paulo III, na Bula “Veritas Ipsa”, de 09-06-1537, omitida pela repórter:
“Paulo Papa Terceiro, a todos os fiéis Cristãos, que as presentes letras virem, saúde e bênção Apostólica. A mesma verdade, que nem pode enganar, nem ser enganada, quando [Jesus] mandava os Pregadores de sua Fé a exercitar este ofício, sabemos que disse: Ide, e ensinai a todas as gentes. A todas disse, indiferentemente, porque todas são capazes de receber a doutrina de nossa Fé.(…)
(…) determinamos e declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídas, e convidadas à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer cousas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira. Dada em Roma, ano de 1537 aos 9 de junho, no ano terceiro do nosso Pontificado.”
Adiante, dos escritos do padre Antonio Vieira, o repórter da Record pesca dois pequenos trechos de seu contexto e tenta macular a imagem do padre, querendo dar a entender que aquele fomentava a escravatura no Brasil, quando na verdade o padre Antonio Vieira, grande defensor dos africanos, estava apenas dando um conforto espiritual para aquela gente sofredora, sem paz e sem Deus, perseguida e negociada pelos próprios patriotas desde sua terra natal. Em nenhum momento o padre usa o termo escravidão como uma forma de purgar os pecados como quis fazer parecer o maldoso repórter. Veja os trechos que usaram para o embuste:
Contexto verdadeiro em que falava o padre:
Assim que o padre Vieira termina de louvar aos negros por sua alta missão como cristãos que serão salvos, ele diz, claramente, que a primeira obrigação que eles têm é: “de dar infinitas graças a Deus por vos ter dado conhecimento de si, e por vos ter tirado de vossas terras, onde vossos pais e vós vivêis como gentios; e vos ter trazido a esta, onde instruídos na fé, vivais como cristãos, e vos salveis.” (“Sermão XIV .pág. 303).
Essas palavras não são suas. Tudo o que ele diz vem da autoridade das Escrituras, e ele cita a profecia, continuação do sermão, de que “Virá tempo, diz David, em que os Ethyopes (que sois vós) deixada a gentilidade e a idolatria, se hão de ajoelhar diante do verdadeiro Deus” “não baterão as palmas como costumam, mas fazendo oração, levantarão as mãos ao mesmo Deus.”(pág. 303).
De fato em Goiana-PE, fundada em 1570 e outras cidades brasileiras, os católicos e a Igreja Católica compraram a liberdade dos escravos vendidos pela própria África aos senhores e os transformavam em cidadãos comuns livres, com trabalho, residência e família. Isso bem antes da abolição da escravatura no Brasil, o que profética e milagrosamente justificou as palavras do padre Vieira.
Abaixo seguem alguns trechos da obra do padre, todos omitidos pelo programa da Record, onde o padre se coloca duramente contra a escravidão, deixando clara a posição da Igreja. Nesses trechos ele protesta diretamente aos exploradores da época, presentes ao mesmo sermão em que estavam os negros:
  • “Os Negros são filhos de Maria mãe de Deus.”
  • “O comércio escravo é um ato desumano”
  • “Os negros são filhos de Adão e Eva e foram resgatados pelo mesmo Sangue de Cristo”.Padre Antônio Vieira (1608-1697)
Saibam os pretos, e não duvidem, que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua… porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus ou gentios, ou servos ou livres”(Sermão XIV).
“Nas outras terras, do que aram os homens e do que fiam e tecem mulheres se fazem os comércios: naquela (na África) o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e compra. Oh! trato desumanoem que a mercancia são homens! Oh! mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias e os riscos são das próprias! “ (Sermão XXVII).
“Os senhores poucos, e os escravos muitos, os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome, os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros, os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. (…) Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com a sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem como os nossos? Não respiram com a mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que as domina, tão cruel?”. (Sermão XXVII sobre o Rosário, in Sermões, vol. 12, Porto, 1951, p.333-371).
Essas foram as palavras do grande padre Antonio Vieira, omitidas pelo injurioso programa da Record, em sua flagrante tentativa de infamar a Igreja Católica.
Vejamos os Testemunhos e documentos que atestam o combate da Igreja à escravidão deste os primórdios do cristianismo:
O Papa S. Calisto (ano 217), era um ex-escravo elevado a Papa.
O Concílio de Nicéia (ano 325), o primeiro que a Igreja realizou, afirma: “escravos foram admitidos ao sacerdócio.”
Em uma Carta do Papa João VIII, datada de setembro de 873 e dirigida aos Príncipes da Sardenha, ele diz:
Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes, cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças. Com efeito; por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos, que os mantêm em servidão. Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo; a quem assim proceda, a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas”.(Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio dos Símbolos e Definições nº 668).
O Papa Pio II, em 7 de outubro de 1462:
Condenou o comércio de escravos como “magnum scelus” (grande crime).
O Papa Pio VII (1800-1823) enviou uma Carta ao Imperador Napoleão Bonaparte da França, em protesto contra os maus tratos a homens vendidos como animais, onde dizia:“Proibimos a todo eclesiástico ou leigo apoiar como legítimo, sob qualquer pretexto, este comércio de negros ou pregar ou ensinar em público ou em particular, de qualquer forma, algo contrário a esta Carta Apostólica”(citado por L. Conti, “A Igreja Católica e o Tráfico Negreiro”, em ‘O Tráfico dos Escravos negros nos séculos XV-XIX”. Lisboa 1979, p. 337).
O mesmo Sumo Pontífice se dirigiu a D. João VI de Portugal nos seguintes termos:
Dirigimos este ofício paterno à Vossa Majestade, cuja boa vontade nos é plenamente conhecida, e de coração a exortamos e solicitamos no Senhor, para que, conforme o conselho de sua prudência, não poupe esforços para que… o vergonhoso comércio de negros seja extirpado para o bem da religião e do gênero humano”.
O famoso bispo de Chiapa, na América, Frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566), levantou-se em defesa dos índios contra sua escravidão. No início do século XVI o dominicano Domingos de Minaja viajou da América Espanhola a Roma, a fim de relatar ao Papa Paulo III (1534-1549) os abusos ocorrentes com relação aos índios. Em conseqüência, o Pontífice escreveu a Bula: “O comum inimigo do gênero humano, que sempre se opõe as boas obras para que pereçam, inventou um modo, nunca dantes ouvido, para estorvar que a Palavra de Deus não se pregasse as gentes, nem elas se salvassem. Para isso moveu alguns ministros seus que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar a cada passo que os índios das partes ocidentais e meridionais e as mais gentes que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé católica, e, com pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão em que têm suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”.(Veritas Ipsa” (1537), onde condena a escravidão)
O Papa Gregório XVI (1831-1846) em 3.12.1839 disse: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros  ou de quaisquer outros homens que sejam “.
O Papa Leão XIII (1878-1903), disse na Carta “In Plurimis”, em 5.5.1888 aos bispos do Brasil:“E profundamente deplorável a miséria da escravidão a que desde muitos séculos está sujeita uma parte tão pequena da família humana”.
O papel da lgreja frente à escravatura preparou a libertação dos escravos, assinada finalmente em 13/05/1888 pela Regente católica Princesa Isabel. Para comemorar este evento, o Papa Leão XIII enviou à Princesa, a Rosa de Ouro, sinal de distinção e benevolência de Sua Santidade.
Na cidade de Goiana – PE, está uma imagem belíssima de Nossa Senhora do Rosário, doada pela Princesa Isabel à Igreja Católica, por promover a liberdade e a inclusão social dos negros escravos, antes mesmo da Lei Áurea. (Catálogo Turístico, Descubra as Raízes de Pernambuco pág. 40).
Santo Agostinho também teve seu texto distorcido pelo repórter macediano, ele viveu no século IV, e foi aludido maldosamente em assunto do Brasil colonial, aquele jamais fomentou a escravidão. Este foi o trecho de sua obra pinçado desonestamente:
Essas duas frases abaixo de Santo Agostinho, mostram o contexto em que ele cita a palavra “escravo”, revelando a má fé do repórter macediano.
“Quem é bom é livre, mesmo que seja escravo.
Quem é mau é escravo, ainda que seja rei.
 ”
“O Senhor supremo diz: Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Por  isso muitos homens piedosos servem patrões iníquos, mas não livres, porque quem é vencido por outro fica escravo de quem o venceu.”(Santo Agostinho,1990, II, livro XIX, cap. XV, p.406).
Como poderia a Igreja Católica, como mente esses enganadores, depreciar os negros e escravos se entre tantos santos negros e escravos que enriquecem sua hagiografia desde os primeiros séculos estão: o ex-escravo Papa S. Calisto (ano 217), Sta. Perpétua, Sta. Felicidade, S. Cipriano, S. Metódio Domenico Trcka, S. Nicolau, Sta. Efigênia, S. Antônio de Cartageró, S. Elesbão, S. Benedito, S. Serapião, Sta. Bakita, S. Frumencio, S. Pacômio, S. Eugenio de Cartago, S. Antão, S. Martinho de Lima (“mestiço”), Sta. Maria-Clémentine Blessed, Santa Anuarite Nengapeta, S. Daudi Okelo e S. Jildo Irwa???
Como poderia a Igreja Católica menosprezar os negros se a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil foi produzida em terracota pelos escravos devotos??? Falta bom senso aos caluniadores, que hoje, depois da abolição da escravatura dada pelos católicos, querem “salvar” as almas dos negros porque trazem algum dinheiro no bolso, quando antes os viam como “uma raça cuja inteligência média beira a estupidez”, “privada de qualquer bênção divina” e os marcavam a ferro quente como animais.
No Portal Evangélico, veja o que confessa um evangélico sobre um jornal batista:
“Na mesma época, o Baptist Record, uma publicação do Estado do Mississippi, publicou um artigo que defendia a idéia de que Deus queria os brancos governando sobre os negros porque ‘uma raça cuja inteligência média beira a estupidez’ está obviamente ‘privada de qualquer bênção divina’.Se alguém questionasse essa doutrina claramente racista, os pastores saíam com o expediente infalível da miscigenação (mistura de raças), que alguns especulavam ser o pecado que havia levado Deus a destruir o mundo nos dias de Noé. A simples pergunta‘você quer que sua filha traga para casa um namorado negro?’ silenciava todos os argumentos raciais.” (pp. 25,26).
Retirado do site: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2638
Naquele tempo no Brasil, esta era a realidade imposta pelo governador protestante Maurício de Nassau e cuidadosamente omitida pelo programa da Record:
Em 25 de junho de 1637, devido a falta de escravos para os engenhos de cana de açúcar, fugidos por causa da guerra entre holandeses e portugueses, Nassau envia uma expedição de nove navios para a Guiné, na África, sob comando do coronel Hans van Koin, para trazer mais negros para Pernambuco.
Já em 30 de maio de 1641, tendo convencido os dirigentes da Cia. Das Índias de que era mais vantajoso atacar Angola, por conta dos escravos, do que a Bahia, Nassau envia uma força de invasão à África com 20 navios e mais de 4.000 homens. http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1290.html
Infelizmente, para isso a Record cegou, preferindo fazer uso da vergonhosa manipulação de imagens abaixo, onde injuriosamente acusava a Igreja Católica de forçar os escravos à conversão, ilustrando isto com imagens que não correspondem aos fatos, enquanto caluniava que os escravos que se recusavam converter sofriam torturas ou eram mortos.
Veja o contraste da verdade diante das calúnias de Record:
Adiante, instilaram que a Igreja Católica “marcava” os escravos a ferro quente. Pura calúnia! Esta é mais uma falsidade que já caiu por terra. Em nota a esse ato selvagem, a protestante igreja anglicana já se acusou e pediu desculpas por essa violência que imprimia aos negros que escravizava.
Para ver os próprios protestantes anglicanos afirmando que durante 300 anos venderam, escravizaram e marcaram a ferro quente os escravos com a palavra “Society”, referida ao organismo daquela igreja, acesse: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=65544
Para ver todo o desrespeito empregado pelo protestantismo ao Povo Negro, e convocação feita pelo Sr. Hernani Francisco da Silva, Presidente da Sociedade Cultural Missões Quilombo a todas as Igrejas protestantes a pedirem perdão pelo desrespeito, preconceito, escárnio e tráfico deste povo, acesse:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20880
Nada melhor do que expor as pinturas de Debret, contemporâneo dos tempos do Brasil império. Assim podemos ver de fato, que ao contrário do protestantismo, a Igreja Católica não fazia qualquer discriminação aos negros.
Outros detalhes dos maliciosos embuste da Record:
1- A “arqueóloga” sequer sabia que no passado os cemitérios eram feitos em volta das Igrejas Católicas, e aproveitaram para induzir a crer que a Igreja escondia mortos.
2- Eles omitiram que entre os maiores traficantes de escravos para o Brasil está o protestante Maurício de Nassau;
3- Eles omitiram as bulas Papais contra a escravidão mesmo antes do descobrimento do Brasil;
4- No próprio vídeo eles mostraram no filme de “cem anos” apresentado no embuste, que os negros eram bem vestidos e tratados pela Igreja. Freiras até aparecem os abençoando com cruzes os encarcerados;
5- O fato de haver hoje capela nos presídios, não quer dizer que é a Igreja Católica que encarcera as pessoas. O fato de haver Igrejas próximas às senzalas no passado, não quer dizer que a Igreja traficava escravos. Isso desfaz o sofisma do repórter macediano;
6- A citada CNBB, fundada tardiamente em 1952, pode até pedir desculpas por não ter podido fazer mais do que estava ao alcance, especialmente por não existir. Mas jamais precisou pedir desculpas por ter agido diretamente contra a honra e a integridade física de índios e escravos, como terrivelmente fizeram os protestantes, menosprezando e exterminando os de seus países;
7- Observe que o “documentário” é forjado com várias cenas de ficção, ou produzidas pela própria Record sob título de “simulação”;
8- A cabeça do rei Garcia II está sepultada na Igreja Católica porque foi um grande católico, e não porque a Igreja o matou, como fez parecer o desonesto repórter;
9 – A igreja de angola feita museu da escravatura, apesar da simplicidade, é um motivo de orgulho e identidade dos angolanos, que lhe atribuem um enorme valor e reconhecimento, funcionando como local que abriga os testemunhos da história dos seus antepassados que viveram a escravidão e o sofrimento do povo angolano. Estranhamente, o senhor que acompanha o desonesto repórter, balbucia mais do que sabe, e é sempre impulsionado pelas auto-sugestões sensacionalistas do repórter macediano;
10- Todos que deram depoimento contra a verdade, naquele atentado forjado pela emissora do Edir Macedo, demonstram ou serem aprendizes marxistas ou membros da própria igreja Universal, a julgar pelos disparates ante-históricos mencionados.
Logo fica patente, que diante de tanta mentira e omissão, a verdadeira intenção da Rede Record era macular a Igreja Católica em busca de incautos para a Igreja Universal do mesmo proprietário.
Há poucos anos atrás, essa mesma emissora, baseando-se no calunioso livro “O Papa de Hitler”, forjou um embuste semelhante onde sistematicamente acusava a Igreja Católica de fazer parte do nazismo e ter ajudado a dizimar os judeus. Essa farsa também foi desmascarada, no link: http://www.olavodecarvalho.org/semana/070201jb.html , pelo jornalista Olavo de Carvalho do Jornal do Brasil, onde ele mesmo pediu perdão por um dia ter acreditado nesta farsa de livro, usado pela Record do bispo Edir Macedo.
Sábio conselho é o de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que muito bem cabe aos que forjaram tal embuste veiculado pela Record:
“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44).